Dawkins e Deus fazem as pazes

Por Reinaldo José Lopes

Bem, ao menos na prateleira da minha biblioteca. Sim, eu sou um fotógrafo tão bom que daguerreótipos de 1850 têm um visual melhor e muito mais foco do que as fotos que eu tiro. Mea culpa, mea maxima culpa. Ver abaixo.

À esqueda, duas Bíblias católicas e um Novo Testamento bilíngue inglês-espanhol protestante. À dir., minha coleção de livros do Richard Dawkins. Não que eu esteja sugerindo que Dawkins é mais direitista do que Deus...
À esqueda, duas Bíblias católicas e um Novo Testamento bilíngue inglês-espanhol protestante. À dir., minha coleção de livros do Richard Dawkins. Não que eu esteja sugerindo que Dawkins é mais direitista do que Deus…

Pior que eu juro que essa foto não foi montada, dileto leitor. Quando a gente se mudou pra cá no fim de 2012 e, alguns meses depois, conseguimos mandar fazer prateleiras pro escritório/biblioteca da casa, havia uma pilha homérica de caixas de livros que tinham ido parar no limbo do quartinho de despejo da chácara da minha sogra entre deixarmos São Paulo e voltarmos pra São Carlos.

Nisso, na hora de tirar tudo da caixa, meio que aleatoriamente, minhas Bíblias de reserva (tem também as titulares, uma hebraica e outra católica, que ficam no criado-mudo) viraram vizinhas de porta do nosso amigo Richard Dawkins. No lugar de honra, no ponto mais alto da prateleira, acessível apenas por escada, é bom que se diga. Só hoje de manhã me ocorreu o casamento bibliófilo inusitado que eu tinha promovido.

Só pra não perder o hábito de atribuir significado existencial a situações totalmente casuais (hehehe), isso pode querer dizer duas coisas:

1)Algumas pessoas (tipo manés como eu) são capazes de acreditar em coisas totalmente contraditórias sem que seus neurônios sejam autoflambados, ou;

2)O mundo é um lugar complicado e multifacetado, e algumas contradições estão mais na aparência do que na essência.

Bom final de semana pra todo mundo!

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