Ciência: modo de não usar

Por Reinaldo José Lopes

Do livro “Would you Baptize an Extraterrestrial?” (“Você Batizaria um Extraterrestre?”), dos jesuítas Guy Consolmagno e Paul Mueller, ambos cientistas do Observatório do Vaticano (sim, isso existe, e os caras fazem ciência de excelente nível por lá):

“Tentar usar a ciência para ‘provar’ a existência de Deus tem como efeito colateral dar à ciência uma autoridade maior que a da religião — isso dá à ciência a última palavra, deixando a fé em segundo plano. Uma coisa é dizer que a beleza complexa da natureza reflete a glória do Criador, e se deleitar no desígnio que vemos nisso; que a razão pela qual fazemos ciência é glorificar a verdade e aquele que é, em última instância, o Autor da verdade. Isso é boa religião. Contudo, reduzir a Deus a apenas mais uma força da natureza, ao lado do eletromagnetismo e da gravidade, como a razão imediata de algo que acontece no mundo, é má teologia e má filosofia. As pessoas que tentam fazer isso, em geral, estão tentando recuperar uma leitura literal do livro do Gênesis. Isso é fundamentalismo travestido de ciência.”

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