Dureza pagã

Por Reinaldo José Lopes

Quem acha que o paganismo da época romana era só festividades, sátiros, bacantes e orgias está precisando conhecer filósofos como o ex-escravo Epicteto (55 d.C.-135 d.C.) e o imperador Marco Aurélio (121 d.C.-180 d.C.). Adeptos da escola estoica, esses sujeitos tinham uma visão duríssima das forças cósmicas do Destino.

Epicteto aconselhava: “Toda vez que beijares teu filho, murmura: Amanhã, podes estar morto”. Quando seus conhecidos reagiam a isso dizendo “Que palavras de mau agouro”, ele retrucava: “De modo algum, elas apenas indicam um ato da natureza. Seria de mau agouro falar da colheita do trigo maduro?”

Marco Aurélio, fã de Epicteto, não só concordava como completava: “Em vez de dizer ‘Que desafortunado sou, por isso ter me acontecido’, cada um deveria dizer ‘Que afortunado sou, por isso ter acontecido e ainda assim estou são, nem esmagado pelo presente, nem aterrorizado com o futuro’ “.

É uma visão vertiginosamente desesperançosa. Mas não dá pra negar que é um bocado corajosa.

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