Tragédia e triunfo

Por Reinaldo José Lopes

Do magistral Simon Schama, historiador da Universidade Columbia (EUA), em seu livro “A História dos Judeus: À Procura das Palavras – 1000 a.C.-1492 d.C.”:

“Um fato central, possivelmente o fato central, com relação à Bíblia hebraica é que ela não foi escrita num momento de apogeu, e sim ao longo de três séculos de tribulações (do século 8º ao 5º a.C.). É isso que dá à Bíblia sua sobriedade cumulativa, sua poesia admonitória, e a salva da crueza do autolouvor triunfalista que se vê nas culturas imperiais. Mesmo quando ela reivindica um vínculo especial com YHWH [o Deus bíblico], uma aliança da qual nenhuma outra nação poderia participar, qualquer tentação de ufanar-se dessa excepcionalidade é atalhada pela epopeia consternadora de divisão, traições, tumultos, fraudes, atrocidades, desastres, transgressões e derrotas que se desenrola em suas páginas (…) Grande parte do Livro falante não é um ensaio para a tristeza, mas uma luta contra a sua inevitabilidade, outra diferença importante. Trata-se de um combate ao fatalismo, e não de sua promoção.”

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