Tinder para orangotangos

Por Reinaldo José Lopes

Recebo do extraordinário repórter, arabista e hebraísta Diogo Bercito, o homem que desbravou a Galileia a pé, uma notícia que vai abalar o mundo primatológico: Tinder para orangotangos. Tá no jornalão britânico “Guardian”.

E sim, a coisa é séria, apesar da comparação com o aplicativo de sexo casu… digo, de paquera. A ideia é estudar como funciona a escolha de parceiros entre esses grandes macacos, que estão entre os parentes mais próximos da nossa espécie e correm risco de extinção.

No Parque de Primatas Apenheul, localizado na Holanda, o biólogo Thomas Bionda e seus colegas vão mostrar imagens de orangotangos do sexo masculino na tela de um tablet para a fêmea Samboja, que tem 11 anos e faz parte de um programa internacional de reprodução de orangotangos em cativeiro.

Bionda explicou a uma rede de televisão holandesa que esses programas às vezes dão com os burros n’água porque um possível parceiro é trazido de zoológicos distantes mas, mesmo assim, a fêmea acaba se recusando a acasalar com ele. Espera-se que, se Samboja clicar nas fotos dos possíveis parceiros que prefere, esse problema seja superado.

E, falando em problemas, um dos desafios é reforçar a estrutura dos tablets para que as macacas não os destruam com sua força física bem superior à humana.

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