Os macacos, a febre e o medo

Por Reinaldo José Lopes

Em tempos de febre amarela voltando a rondar as cidades brasileiras, uma das primeiras vítimas acaba sendo o bom senso, infelizmente. Algumas pessoas andaram maltratando e até matando macacos por aí, achando que isso evitaria a propagação da doença, já que os bichos também podem ser infectados. Informação crucial: esse tipo de atitude, além de cruel, é burrice – os macacos na verdade são importantíssimos para evitar surtos piores de febre amarela, e são tão vítimas quanto nós. Esse é o tema do nosso vídeo de hoje. Confira abaixo!

Essas e outras informações cruciais para não transformar um problema de saúde pública em um problema ambiental estão neste informe do ICMBio, do Ministério do Meio Ambiente, e nesta carta aberta à imprensa redigida por importantes primatologistas brasileiros. Recomendo fortemente a leitura. Pra resumir, alguns pontos centrais:

– Os macacos NÃO SÃO reservatórios da doença – são hospedeiros e vítimas, como nós;

– Sem a presença dos macacos nas matas não há como saber quais são as áreas estratégicas para vacinar humanos;

– O espalhamento da doença, ao que tudo indica, não tem a ver com o deslocamento dos bichos porque eles não costumam andar por distâncias muito longas nem deixam o alto das árvores para atravessar áreas afetadas pela ação humana.

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