Jesus existiu? As pistas das fontes cristãs

Por Reinaldo José Lopes

Um pouquinho atrasados, começamos os especiais natalinos do blog e do nosso canal no YouTube retomando uma discussão que deu pano pra manga meses atrás e agora será concluída: o que leva a esmagadora maioria dos historiadores a acreditar que Jesus de Nazaré realmente existiu? Hoje, vamos examinar as fontes cristãs do século 1º d.C., que estão contidas no Novo Testamento. Confira o vídeo abaixo. Ao longo do post, também disponibilizamos os vídeos anteriores da série.

Prêambulo sobre a questão da historicidade de Jesus

Um resumo extremamente veloz da discussão é o seguinte: sim, existem múltiplas fontes históricas independentes (no sentido de que uma não copiou a outra, não no sentido de “independência jornalística”, isenção ou objetividade, claro) atestando a existência histórica de Cristo no Novo Testamento.

Textos pagãos sobre Jesus foram forjados?

Essas fontes, é claro, foram escritas com objetivos teológicos e religiosos: seus autores queriam convencer seus leitores e ouvintes que Jesus de Nazaré era o Messias, o Filho de Deus. Mas isso não significa que elas não contenham informações históricas importantes, assim como outros textos da Antiguidade, apesar de incluírem crenças religiosas e no sobrenatural, também são fontes importantes sobre sua época (como as narrativas de Heródoto de Halicarnasso, historiador do século 5º a.C. que é a principal fonte sobre as grandes guerras entre gregos e persas).

Paulo criou o mito de Jesus?

A tensão entre unidade e diversidade fortalece a ideia de que os textos do Novo Testamento trazem informações sobre um personagem de carne e osso chamado Jesus. Ao mesmo tempo, há pontos importantíssimos em comum entre eles, como aspectos da pregação e da condenação à morte de Cristo, e aspectos muito diferentes, tanto literários quanto de conteúdo e teológicos, que dificilmente poderiam derivar de um único autor.

Faz muito mais sentido imaginar que eles são respostas diferentes, no tempo e no espaço, ao mesmo fenômeno: a criação de um movimento religioso judaico por Jesus e seus discípulos por volta do ano 30 d.C. e o avanço desse movimento pelas cidades do Império Romano ao longo das décadas seguintes.

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