O pessoal começou com uma escolha certeira de temas, falando de quarks e léptons. Quarks são os componentes realmente fundamentais por trás dos mais conhecidos prótons e nêutrons, do núcleo atômico, enquanto o exemplo mais conhecido de lépton é o elétron. Confiram o primeiro curta-metragem da equipe abaixo.
Também há uma série de vídeos de “making of” e de informações complementares no canal do Animafísica no YouTube. Apesar da simplicidade técnica, as informações são confiáveis e didaticamente explicadas. Vale a visita.
]]>Não me entendam mal. Não acho que o autor, Marcelo Tezeli — “cantor, compositor e guitarrista da banda Midnight Purple”, segundo diz esta reportagem do jornal Correio do Estado, de Mato Grosso do Sul — tenha de fato pretendido insultar a herança judaica de Einstein, ou que ele tenha escrito a obra com a intenção deliberada de enganar seus leitores. Segundo o texto do Correio do Estado, Tezeli tem o objetivo de mostrar que preceitos da doutrina espírita teriam sido confirmados pela ciência, em especial pela física quântica. De algum modo, ele mistura essa afirmação com informações sobre o DNA (cujas operações nada têm a ver com a física quântica, é bom lembrar) e com a ideia de que um “corpo bioenergético constrói o nosso corpo físico”.
A crença nisso tudo deve ser sincera, mas é difícil pensar numa interpretação da física quântica, da biografia de Einstein e da figura de Jesus que esteja menos alinhada com os fatos científicos e históricos.
Praticamente não há efeitos quânticos relevantes afetando a nossa biologia, para começo de conversa. Por mais curiosos e importantes que sejam, os fenômenos contraintuitivos da mecânica só alteram o comportamento de partículas subatômicas e átomos. Uma célula, ou mesmo um único cromossomo no núcleo dela, já são grandalhões demais para que tais efeitos valham para eles. Foi o que expliquei em recente coluna nesta Folha.
Além disso, a associação entre Einstein e a crença religiosa simplesmente não corresponde aos fatos. Embora o físico alemão gostasse de falar do sentimento de maravilha e mistério do Cosmos provocado pelo trabalho científico, isso não tinha absolutamente nada a ver com a religião no sentido tradicional, tema de que tratei em outro post já faz anos aqui no blog. Outra ironia nessa história é que Einstein tinha sérios problemas filosóficos com a mecânica quântica, por não conseguir encaixá-la na sua visão altamente ordenada e determinista do funcionamento do Universo.
E quanto a Jesus — bem, o fato é que o Nazareno jamais mencionou células, DNA ou átomos em sua pregação pelas estradas da Galileia, e basta.
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