Darwin e Deus

Um blog sobre teoria da evolução, ciência, religião e a terra de ninguém entre elas

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Blog aborda os mais recentes estudos sobre a evolução do homem e dos demais seres vivos, explica o que a ciência tem a dizer sobre o fenômeno da fé e a história das religiões. É produzido pelo jornalista Reinaldo José Lopes.

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Primo da Semana: sifaka-de-coquerel

Por Reinaldo José Lopes
Sifaka-de-coquerel, ou Zoboomafoo, para os íntimos

 

A semana tecnicamente acabou e começou de novo, mas não consegui fazer um novo post do nosso Primo da Semana antes deste domingo, principalmente porque fui quase totalmente absorvido pela cobertura da escolha do novo papa (confira o que andei escrevendo sobre o tema nesta Folha aquiaqui, aqui e aqui, por exemplo). Ah, e ainda tivemos as aves de “quatro asas” do Cretáceo da China, que eu tive o prazer e a alegria de cobrir para meus amigos da editoria de “Ciência+Saúde”.

Mas antes tarde do que nunca, e é com prazer que volto ao blog com o simpático sifaka-de-coquerel (Propithecus coquereli). Ou Zoboomafoo, para os íntimos.

Uma versão fantoche desse primata do noroeste de Madagáscar, parente dos lêmures, chegou a estrelar um programa infantil sobre vida selvagem americano que passou por vários anos aqui no Brasil. (Quem não se lembra do refrão do Zoboomafoo, “Eu estava lá na Zoboolândia saltando e pulando, pulando e saltando…”). Na vida real, a criatura come todo tipo de material vegetal, de flores a cascas de árvore, nas florestas decíduas (ou seja, com folhas que caem na estação seca) que habita.

São bichos arbóreos relativamente parrudos, medindo cerca de meio metro (cerca de 1 m se somarmos a cauda) e pesando uns 4 kg. Apesar dos olhões amarelos, um tanto felinos, trata-se de um animal diurno.

A marca registrada dos sifakas (sim, existem várias espécies) é o seu singular estilo de locomoção bípede quando eles estão no solo. Algumas espécies, nessa situação, parecem um ser humano tentando andar dando pulinhos de lado. O sifaka-de-coquerel é um pouquinho menos amalucado, saltando mais como um canguru.

Último factoide interessante (como diria Sheldon Cooper): o nome popular “sifaka” na verdade é uma onomatopeia, derivada do som — algo como “shifak! shifak!” — que o bicho faz quando tenta assustar quem se aproxima dele. (Tente imaginar a criatura soltando esse som enquanto joga a cabeça para trás repetidas vezes rapidamente. Medo.)

Agradecimentos por esses dados fascinantes ao guia de campo “Lemurs of Madagascar”, da ONG de pesquisa Conservação Internacional.

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