Darwin e Deus

Um blog sobre teoria da evolução, ciência, religião e a terra de ninguém entre elas

 -

Blog aborda os mais recentes estudos sobre a evolução do homem e dos demais seres vivos, explica o que a ciência tem a dizer sobre o fenômeno da fé e a história das religiões. É produzido pelo jornalista Reinaldo José Lopes.

Perfil completo

Publicidade
Publicidade

Elos perdidos, parte 3: “Hipparion”

Por Reinaldo José Lopes

Os cascos dos cavalos atuais estão entre as obras-primas de biomecânica da natureza — o uso de um único dedo para criar uma plataforma quase imbatível de deslocamento com velocidade e resistência. Acontece que esse design tão avançado não tem nada de inevitável, conforme mostra a história bastante bem sucedida de um cavalo que não é o domesticado pelo homem. É com orgulho que apresento ao leitor o Hipparion e seus três dedinhos.

‘Hipparion’: cavalinho. Só que não

O simpático animal acima (as listras são hipotéticas, mas casam mais ou menos com o que gente vê em várias espécies equinas modernas) é só um dos muitos exemplos de como foi gradual o processo que conduziu a transformação de pequenos ungulados (mamíferos de casco) com muitos dedos na versão atual dos cavalos.

Em grego, “Hipparion” quer dizer algo como “pônei”, e nosso bicho de fato era um pouco menor que um cavalo doméstico atual (ou beeem menor, dependendo da raça). Os dedinhos a mais não tocavam o chão.

O gênero Hipparion, no entanto, é claramente um excelente exemplo de sucesso evolutivo, com representantes em todo o Velho Mundo, sem falar na América do Norte, de 22 milhões  de anos atrás até cerca de 800 mil anos atrás.

‘Hipparion’ na luta pela sobrevivência

Blogs da Folha